A EM não me impede de dar autonomia a outras pessoas

Rajiv, 35, Índia

Fui diagnosticado com EM aos 18 anos. Fiquei preso a uma cama por quase dois anos até que decidi que deveria retomar minha vida.

Logo depois fui ao Indian Spinal Injuries Center (Centro Indiano de Lesões na Espinha) para fazer fisioterapia. Comecei usando uma cadeira de rodas para me locomover e fui apresentado aos esportes para cadeirantes.

Sempre adorei esportes e antes da EM adorava jogar futebol. Decidi dominar os esportes em cadeiras de rodas e, após muita dedicação aos treinamentos, representei a Índia no tênis de cadeira de rodas e venci a maratona de Delhi cinco vezes!

Mais tarde fui convidado a trabalhar como treinador de esportes de reabilitação nos centros nos quais, antes, eu havia sido paciente.

 

O apoio de minha família e minha força de vontade me ajudaram a ser independente, mas o mais importante é minha crença de que a EM é parte de minha identidade, e não um problema.

Se houvesse mais acessibilidade em cada esfera da vida (p. ex.: no trabalho, nos espaços públicos e no transporte), mais pessoas se sentiriam independentes e poderíamos nos concentrar mais nas capacidades do que nas deficiências.

Acredito que o esporte seja uma parte integrante da reabilitação e incentivo a todos os portadores de alguma deficiência que se mantenham ativos. Logicamente, é preciso ser realista em relação ao que se é capaz de realizar, mas a independência é um quebra-cabeças no qual a autoconfiança é uma parte essencial. O esporte pode ajudar nisso.

Hoje sou treinador do time de basquete de cadeirantes de Nova Delhi. A parte mais prazerosa e recompensadora disso tudo é poder dar autonomia a outras pessoas, ajudando-as a se sentirem realizadas.